Asma

O paciente com asma brônquica e as pessoas que convivem 
com ela devem estar capacitados para lidar com a doença, 
que pode ser agravada devido à falta de informação sobre 
como proceder durante as crises.
Conforme o Ministério da Saúde, 10% da população brasileira 
tem asma. Destes, apenas 7% tem a asma controlada, evitando 
as crises. No mundo todo, existem de 100 a 150 milhões de 
pessoas com a doença, segundo dados da Organização 
Mundial da Saúde (OMS).
A asma brônquica é a inflamação crônica dos brônquios,
que ficam mais estreitos e dificultam a respiração do paciente 
em episódios repetidos de tosse e falta de ar. A asma é uma
doença hereditária que acontece principalmente em famílias de
indivíduos alérgicos (atópicos) e ela é desencadeada quando
o paciente:
- Entra em contato com alérgenos ou produtos químicos  
(perfumes, corantes, etc.)
- Sofre infecções respiratórias, como gripe e pneumonia
- É submetido a variações bruscas de temperatura.
A asma ocorre em todas as idades, sendo mais comum na infância.
Filhos de asmáticos têm maior probabilidade de desenvolver a doença.
A doença não tem cura, mas pode ser controlada com tratamento
adequado, possibilitando ao paciente ter vida normal, inclusive
com a prática de esportes.

Sintomas:
Os sintomas da asma brônquica são episódios de:
- Falta de ar
- Tosse
- Cansaço
- Chiado e aperto no peito.

São agravados à noite e nas primeiras horas da manhã, 
ou durante a prática de algum exercício, para o qual o 
paciente não esteja fisicamente preparado.
A asma pode ser classificada em:
- Leve: Crises de baixa intensidade e esporádicas, 
que pouco influem na vida diária do paciente. Os sintomas são 
discretos e o sono não é prejudicado. Às vezes, tosse é o único sintoma.
- Moderada: Crises de média intensidade, ocorridas mais 
de uma vez por semana, que atrapalham em parte o desenvolvimento 
de atividades como estudo, trabalho e práticas esportivas. 
Os sintomas são mais fortes, com chiado intenso, falta de ar, 
tosse e cansaço. A pessoa não dorme bem.
- Grave: Crises de grande intensidade e diárias, que afetam muito 
o desempenho diário da pessoa. A falta de ar é grave, ocorre 
mal-estar, tosse e chiado intenso. Em alguns casos, a respiração 
é pesada e rápida. O indivíduo mal consegue falar ou caminhar.
Diagnóstico:
O primeiro passo para diagnosticar a asma brônquica é analisar 
a história clínica do paciente, para saber quais os sintomas existentes 
e desde quando são apresentados. A partir daí, de acordo com a 
Associação Brasileira de Asmáticos, é preciso identificar os fatores 
desencadeantes ou agravantes dos sintomas, como:
- Alérgenos - Pó, ácaros, pelo de animais, alimentos, medicamentos...
- Irritantes - Fumaça de cigarro, poluição, produtos químicos...
- Variação de temperatura (do ar inalado)
- Exercícios físicos
- Alterações emocionais
A influência de substâncias como o pó e outros alérgenos nas 
crises de asma é detectada no teste cutâneo, em que esses 
alérgenos são aplicados na pele.
Exames de sangue e radiológicos podem complementar 
o diagnóstico. Há ainda a espirometria, capaz de identificar 
e quantificar a obstrução do fluxo de ar.
 
Como Prevenir:
Não há como curar a asma, mas é possível prevenir as
crises de falta de ar com medicamentos de uso profilático
ou por mudança de comportamento.
A natação pode ser um bom exercício para o asmático,
entretanto, deve haver sempre orientação de um profissional
especializado, porque exercícios intensos praticados por
pessoas pouco acostumadas podem piorar o quadro de sintomas.
Também é possível prevenir a doença evitando-se certos medicamentos,
que agravam os sintomas. Alguns adultos com asma têm crises ao
usar beta-bloqueadores (indicados para o tratamento de hipertensão,
arritmias e enxaqueca) ou o ácido acetilsalicílico, por exemplo.
Embora não tenha cura, a asma deve ser controlada, pois existem
quadros bastante graves que colocam a vida do asmático em risco.

Tratamento:
O objetivo do tratamento da crise de asma brônquica é
fazer com que o diâmetro das vias respiratórias volte ao normal,
facilitando a respiração. Em geral, são usados medicamentos
broncodilatadores por via inalatória.
Entre os remédios mais usados nas crises de asma,
estão os broncodilatadores utilizados por meio de nebulização,
aerossol dosimetrado (a 'bombinha') ou inaladores de pó seco.
Na nebulização: o medicamento em gotas é adicionado a um
solvente, como soro fisiológico, transformado em uma nuvem
de gotículas, e inalado pelo paciente.
Aerossol dosimetrado: o medicamento está dentro de
um frasco pressurizado, que é ativado pela pressão dos dedos,
o que libera o medicamento pela válvula e permite
a inalação pelo paciente.

No inalador de pó seco: o medicamento está sob a forma 
de pó e deve ser aspirado pelo paciente.
Crises leves respondem bem ao uso de broncodilatadores. 
Em caso de crises mais graves, o uso de corticosteróides 
está indicado e em casos de dispneia (falta de ar) intensa e 
queda de níveis de oxigenação do sangue, também o uso de 
oxigenoterapia.
Em pacientes com asma leve indica-se apenas o tratamento 
sintomático das crises, mas em casos de asma moderada e 
grave também se indica o uso de medicamentos de uso contínuo 
(inalados ou por via oral) para a prevenção das crises.
A imunoterapia - utilização de vacinas contra alérgenos - 
também é indicada no tratamento profilático da asma. 
Deve ser administrada por especialistas treinados, 
na tentativa de diminuir a hipersensibilidade do paciente 
alérgico a um determinado alérgeno e diminuir a frequência / 
gravidade das crises.
A fisioterapia respiratória também tem seu papel no 
acompanhamento do paciente asmático.
   Fonte: Site: http://www.crisedeasma.com.br

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